segunda-feira, 24 de julho de 2017

No coração do RAMISCAL + Circunvalação.

Após a aventura Palentina, o regresso à faina em terras lusas, superou todas as expectativas de um dia que se queria ambicioso já de si: a circunvalação de um dos mais emblemáticos e valiosos vales do PNPG - Vale do Ramiscal. O objectivo, foi enriquecido com uma incursão ao fundo coração do vale, e a subida aos topos circundantes, bem como a descoberta de trilhos bem escondidos, e estruturas de outrora bem ocultas da vista humana, não fosse pela curiosidade e arrojo que vivem no peito destes pequeninos. O recurso a estradões foi practicamente nulo e a subida total do dia, foi básicamente equivalente a trepar na vertical desde o nível do mar, até ao cimo do norte de Portugal, o Pico da Nevosa.   Um dia perfeito de montanha e comunhão com a natureza. Um reino verdadeiramente encantado, onde o nosso melhor amigo foi o vento fresquíssimo que nos entrava pelas goelas abaixo até aos pulmões,  e mais além...até à alma.

Abraço a todos e boas aventuras.

Distância percorrida: 24km
Desnível ascendente acumulado: 1500m
Altitude máxima 1368m(Alto de Bragadela)
Alt.mínima 350m


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day Three: PEÑA PRIETA

Neste terceiro dia da aventura Palentina, no Parque Natural de Fuentes Carrionas, o último objectivo consistia na mais alta das três montanhas propostas: Peña Prieta. Anteriormente, as duas últimas publicações deste blog, cobriram as duas primeiras: O Curavacas e o Espigüete. 

2539m de altitude, são respeitáveis, e depois das duas etapas anteriores, o cansaço acumulado, valia pouco em face de uma nova aventura, pelo que, abraçámos esta última etapa, com a máxima paixão, e expectativa daquele que já adivinhávamos, seria o mais bonito percurso dos três. Nesta conquista, fizemos o percurso mais longo até aqui(18km), e claro, em modo circular. Mais uma vez o calor esteve presente, e por isso cedo começámos desde Puerto de San Glorio.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day Two: EL ESPIGÜETE

Se no primeiro dia, durante a missão Curavacas, a imponência del Espigüete, impressionava só à distância, neste segundo dia, à medida que chegávamos mais perto, e a cabeça começava a olhar cada vez mais para cima, a impressão transformava-se numa amálgama de sensações inauditas, que mexiam bem cá no íntimo...se calhar é isto o montanhismo: sobrepor os receios e incertezas e confiar que seremos vitoriosos. Atingir o cume do Espigüete é impressionante por qualquer via, mas pela aresta Este e descer pela face Norte, é algo que nos enche as medidas. Muita boa gente perdeu a vida nesta montanha e a verdade é que, sabiamos que ainda pior do que a valente trepadela contínua,  era o auto-controle permanente durante quase todo o trajecto, imperioso para evitar deslizes fatais; proibido olhar para baixo.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day One: CURAVACAS

Bem cedo de madrugada, os tugas partiram de Portugal, com destino directo ao primeiro objectivo da jornada tri-partida: neste primeiro dia, subir ao cume do Curavacas(2520m), subindo pela rota clásssica e baixando pelo Collado del Hospital. Desta forma, o percurso seria circular, e permitiria aproveitar melhor o dia antes do descanso para o segundo, e mais difíçil dia. Estacionamos em Vidrieros, uma povoação pequena mas simpática, limpa e com café confortável, que nos permitiu "hablar" com alguns locais, ao fim do dia.




domingo, 25 de junho de 2017

3 DIAS 3 CUMES: CURAVACAS, PEÑA ESPIGÜETE, PEÑA PRIETA

Nos dias 15, 16 e 17 de Junho, três portugueses iniciaram uma jornada pelo Parque Natural de Fuentes Carrionas, na região de Palência, Espanha. Três bloggers( Trilhos a Norte, Cabra do Gerês e Mundo da Alma) montaram equipa, determinados a conquistar os cumes das três mais proeminentes montanhas Palentinas desta região, em 3 dias consecutivos, optando por rotas sempre circulares e consequentes dificuldades acrescidas: Curavacas (2520m) com descida pelo Collado del Hospital, Peña Espigüete (2450m) pela aresta este e descida pela face norte, e o Peña Prieta (2539m) subindo pelo passo de "Alto de Cubil del Can", e Pico dos Infernos(2537m). No total, mais de 4000m de desnível ascendente e outros tantos para descer. Três dias de verdadeiro montanhismo com temperaturas elevadas, numa região belíssima que ficará gravada na nossa memória como um momento histórico  que abriu portas para novos desafios.

CURAVACAS
PEÑA ESPIGÜETE
PEÑA PRIETA



Agradecimento especial às nossas mulheres que desta vez não nos acompanharam presencialmente.

Em breve as reportagens de cada uma destas montanhas.

Abraços montanheiros.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Serra do Gerês - Costa do Forno - Pé de Medela - Albas - Coveiros

Duplo objectivo para este dia: Subir a encosta oposta à Sabrosa, pelo lado direito da Corga do Rio do Forno e atingir o Pé de Medela para o subir e escalar, e saborear as incríveis vistas. Durante o processo, as Albas também não escaparam.Cerca de 14km bem durinhos, onde a subida inicial obriga inevitavelmente a lutar com a vegetação que esconde os ainda visiveis inúmeros trilhos de outrora. Um dia fantástico para caminhar com sol e boa temperatura, onde quase sempre vimos a serra de cima para baixo. Deixo um alerta para que quem quer que sinta vontade de trepar o Medela, tenha consciência que não deve fazê-lo sozinho e deve estar habilitado a isso, porque implica alguma práctica de escalada.

Nota à parte: no regresso já se pode perceber um cheirinho do que será o aproximar do tempo quente, nas zonas mais populares do público em geral que frequenta o parque: lixo a derramar pelo chão, muitos carros mal estacionados e gente que à luz de todos, acha que está numa zona de nudismo...enfim.

Obrigado especial ao Jorge Lírio do blog Cabra do Gerês


terça-feira, 18 de abril de 2017

Serra de Queixa, Castelo de Cerveira(1541m), Alto das Malladas(1748m)

Um percurso de 20km traçado para nos levar desde Pradoalbar(1079m) até ao Castelo de Cerveira(1541m), e o Alto das Malladas(1748m). Deste bocado de natureza, perto do Parque do Invernadeiro, á vista do Cabezo de Manzaneda e do Peña Trevinca, só tenho coisas boas para dizer. Tem tudo o que um percurso de natureza deveria ter para meu gosto: muita beleza, declives enormes, vestígios de povos de outrora que perduram no teste do tempo, lagos, ribeiros, bosques, regiões de montanha a perder de vista sem estarem feridas por estradões, passadiços ou eólicas. A comunhão com a natureza é total, e as imagens apenas são um sinal daquilo que os olhos e a alma sentiram, uma beleza estonteante, impossível de descrever.  Um trilho duro, naturalmente, como assim deve ser.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Alto Rabagão - Cornos - Alturas de Barroso

Magnífico dia para caminhar. Objectivo: ligar a albufeira do Alto Rabagão aos Cornos de Barroso(Corvos(1218m) e Couto do Sudro (1229m) à aldeia de Barroso, de forma circular, rodeando a Corga da Carvalhosa. Do Alto da Perdição se avista possivelmente, a melhor vista para a albufeira e mais além, para as alheias circundantes e Larouco.
Caminhos rurais, monte, aldeia, cumes de vistas incríveis, são ingredientes de sucesso neste cantinho de Portugal, que merecia deve dizer-se, melhor aproveitamento deste grande potencial. Vários caminhos tapados pela vegetação e campos abandonados pelo envelhecimento progressivo da população...Na aldeia de Alturas, são mais os cães que os habitantes. Portugal tem muito para dar, mas assim, não vai lá.

domingo, 26 de março de 2017

Paz no mundo, e neve na serra.

Desta vez aproveitámos a oportunidade metereológica, para por botas no trilho nevado de Pitões das Júnias até São João da Fraga. Maravilhosa serra polvilhada de branco...e alegria. O percurso é fácil, sim, mas com neve e nevão pode tornar-se bem mais interessante e revestido de cuidados, muito especialmente no ataque final ao cume da fraga. Na primeira, ascensão, nevava intensamente e ficámos apenas uns minutos perto da capela. De volta à base mais abaixo, esperámos uma possivel aberta dos céus que nos permitiu retornar, e desta vez contemplar toda a majestosa paisagem geresiana, e mais além. As imagens falam por si. Abraços.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Montesinho - Lombada Grande

À descoberta dos caminhos da Serra de Montesinho, e acima da aldeia que dá nome ao parque que, não fosse pela presença de eólicas e em grande quantidade, seria um local perfeito para caminhar. Na verdade, o objectivo, dado o tempo disponível para a actividade, era atingir o topo da serra, o ponto mais alto do parque, a Lombada Grande - Malhada Coba como dizem os espanhóis(1485m). As temperaturas eram já de si muito frias(-10, na noite anteior), mas o vento nas trepadelas dava cabo de tudo. Na verdade, o ponto mais alto é apenas um prolongamento da Sierra de La Parada, que apenas à distância de um saltinho tem na Piedra de los Tres Obispos, um alto com 1522m. Toda esta região de altitudes maiores junto à ráia é muito agradável para caminhar dado os poucos declives e uma mistura muito simpática, entre serra granítica, bosques de bétulas e pinheiros primitivos, e bolsas de água, prados, lameiros, etc.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rio Mau - Rochão - Frades, todos os carvalhos deste mundo.

Um dia mágico, frio, duro, revelador, libertador, neste belíssimo recanto do belo Barroso, um mundo à parte. Quase 20km de omnipresentes seres respeitáveis, vulgo carvalhos; carvalheira a perder de vista...mundos por descobrir. Rochão: 1401m, Frades: 1175m. Dois miradouros priveligiados para o Larouco, Montalegre, Mourilhe, Donões...o Barroso. Neste dia em que publico este apontamento, passam exactamente 22 anos da morte de Miguel Torga, nascido também neste distrito. Que possa ele estar tão feliz quanto estaria por certo, percorrendo os belos lameiros deste nosso belo recanto. 
Obrigado Alberto, guia de serviço... ipsum bonum. Go Hard or Go Home.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vila da Ponte, Cinco Altos

Um belo dia de inverno, a convidar a uma incursão pelo Mundo da Alma, campos e montes afora. Desta vez em direcção à belíssma região Barrosã, na aldeia de Vila da Ponte(730m/alt), e regresso também por Ladrogães. Um percurso desenhado para aproveitar a luz do dia ainda curto de inverno, e com o objectivo de conhecer alguns dos mais belos lameiros barrosões e, também moinhos antigos, e trepar de uma vez os cinco altos: Alto do Fussadouro(1025), Alto da Carmadoira(1080), Alto das Lombas(1033), Alto de Vale Maria(1063), e Alto de Cornelhas(1162). As vistas são espectaculares, a trepadela também: 762m desnível acumulado. A visão alcança com previlégio, a Serra do Barroso com os seus Cornos das Alturas de Barroso e a Armada, sempre presentes durante quase todo o percurso, A Serra da Cabreira, e o Alto do Talefe, a albufeira da Venda Nova e barragem/albufeira do Alto Rabagão, e todas as aldeias circundantes, Bustelo, Friães, Pisões, Viade de Baixo, Parafita, Telhado, Negrões, Coimbró, etc etc. Chegados ao ponto mais alto do dia, o Alto da Carmadoira, a vista para o Gerês oriental, é enorme, aparecendo, a albufeira da Paradela, Pitões das Júnias, toda a cumeada serrana até ao Borrageiro II e mais além, a Roca Negra.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Abeçada - Citânia de Sanfins

Mais uma volta por terras Cordovenses nos concelhos de Santo Tirso e Paços de Ferreira. Desta vez começei perto da nascente do Rio Leça em Abeçada, e durante 9km pude trilhar os caminhos de monte, e campos de aldeia passando pela belíssima Citânia de Sanfins onde o marco geodésico marca nas cartas 570m de altitude. O desnível a conquistar: 310m.

Ponto mais forte do percurso, as vistas do cimo da citânia, especialmente na hora do por de sol e os caminhos que percorrem os fundos dos vales trabalhados pela mão humana. 

Pontos de passagem: Abeçada, Monte de Redundo, Alto Vilar, Lugar de Vilar, Citânia de Sanfins, Bouça do Rego,  Devesa do Abade.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Monte Córdova(Pereiras - Alto de S.Jorge)

Aqui deixo uma sugestão para quem queira fazer um trilho próximo do Porto, seja em tempo frio ou quente, sem grande desnível e distância: 200m de desnível em 6km. O ponto de partida é o lugar de Pereiras onde passa o ainda belo Rio Leça, na freguesia onde moro, Monte Córdova. O objectivo é alcançar o ponto mais alto da região, no alto de S.Jorge, marco geodésico do Pilar(532m). Duração: 2h.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O Sr Marão

Fraga da Ermida - Sra da Serra - Seixinhos

Uma visita ao sr Marão, essa montanha imponente de declives a quererem rivalizar com outras montanhas espanholas e muito mais populares, com vistas de perder o fôlego. É a sétima montanha portuguesa com maior proeminência topográfica (682m) e na Sra. da Serra a altitude de 1415m.

Ponto de partida: Aldeia de Ermida (750m) O dia estava de feição, e o ataque à imponente Fraga da Ermida é uma das picadas mais excitantes para um montanhista. O esforço é longo ao logo de quase 600m de desnível em relativamente pouca distância. Lá em cima as vistas para o mundo inteiro querem soltar um grito de conquista libertada. Maravilhoso. O cume do sr Marão já não fica longe e lá por cima anda-se bem, com vistas enormes. Em direcção aos Seixinhos, uma cumeada com escarpas de ambos os lados de várias centenas de metros. Sabores únicos e montanha no seu melhor ao longo de quase 19km em que 1km de verticalidade teve de ser vencido para cima e outro para baixo. Dificuldade  necessáriamente alta, como tem de ser. Go hard, or go home. 

Abraços

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Um dia ...três cumes: Cornos de Candela - Fraga do Paúl - Cabeço do Fitoiro

Um daqueles dias que estava destinado a ser especial: céu limpo, frio, sem vento, 2016 em jeito de despedida, e uma equipa pouco mansa com muita fome de serra.

O objectivo: fazer três cumes da zona oriental da Serra do Gerês: Cornos de Candela, Fraga do Paúl, Cabeço do Fitoiro. Em qualquer um destes cumes, as vistas são absolutamente incríveis, e fazem valer bem as boas trepadelas a que obrigam. A vista da aldeia de Pitões das Júnias desde o Cabeço do Fitoiro é talvez a melhor que já vi. Mas a jornada teve muito mais; currais e bosques encantados, cada um pequenos paraísos com água a cantar, azevinhos centenários, abrigos ainda funcionais ou, em ruínas contando histórias de antanho. Tulha, Folgueiras, Vergaças,...etc etc.
Um almoço festivo, e absolutamente rodeado da natureza bela no seu aconchego de mãe: perfeito.

Um dia de serra, um dia de amizade, um dia de felicidade.



Abraço a todos

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pitões das Júnias - São João da Fraga


Um passeio ao belo cantinho de Portugal que dá pelo nome de Pitões das Júnias em dia de sol, fim de verão. As vistas de São João da Fraga são deslumbrantes e livros para Pitões havia para entregar. Um dia muito especial e um percurso pequeno, mas muito belo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ruta del Pan - Guxinde - Rio Laboreiro

Fizémos este percurso, bem bonito e sem grandes desníveis, passando por vários registos diferentes de trilho: aldeia, matas, marginal, montanha. Desde Guxinde, no concelho de Entrimo (Espanha), passando pela bela aldeia de San Fecundo, A Gurita, Casa do Frade, Rio Laboreiro, Ameijoeira(Portugal) , As Raposeiras e Barreiro. A dificuldade é fácil, apenas podendo tornar-se moderada, se for adicionada distância, e passando por zonas de difícil progressão na marginal espnahola do Laboreiro. Distância: 16km.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Cruz do Touro

Percurso de dificuldade moderada, desde a Portela do Homem, até à Cruz de Touro, durante cerca de 14km. Alguns pontos de passagem: Posto de Vigia(Cabeço de Palheiros), Penedos Rúbios, Cruz de Touro(1231m), Cabana do Contrabandista, 

Um belo dia para caminhar, e de salientar, as magníficas vistas para a entrada do Alto Vale do Homem, e toda a Serra do Gerês, bem como outras Serras, Soajo, Castro Laboreiro, Amarela, Peneda. Simplesmente magnífico. Um abraço especial ao Orion(guia de serviço) e à Lírio.


domingo, 2 de outubro de 2016

Talefe - Cabreira



A Serra da Cabreira é uma elevação de Portugal Continental, com 1262 metros de altitude, no Alto do Talefe. Situa-se no Baixo Minho e no Baixo Barroso , onde faz fronteira com 3 concelhos o de Montalegre o de Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto.